terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Pensamento Mítico e Pensamento Filosófico

Historicamente, a filosofia, tal como a conhecemos, inicia com Tales de Mileto. Tales foi o primeiro dos filósofos pré-socráticos, aqueles que buscavam explicar todas as coisas através de um ou poucos princípios.
Ao apresentarem explicações fundamentadas em princípios para o comportamento da natureza, os pré-socráticos chegam ao que pode ser considerado uma importante diferença em relação ao pensamento mítico. Nas explicações míticas, o explicador é tão desconhecido quanto a coisa explicada. Por exemplo, se a causa de uma doença é a ira divina, explicar a doença pela ira divina não nos ajuda muito a entender porque há doença. As explicações por princípios definidos e observáveis por todos os que tem razão (e não apenas por sacerdotes, como ocorre no pensamento mítico), tais como as apresentadas pelos pré-socráticos, permitem que apresentemos explicadores que de fato aumentam a compreensão sobre aquilo que é explicado.
Talvez seja na diferença em relação ao pensamento mítico que vejamos como a filosofia de origem européia, na sua meta de buscar explicadores menos misteriosos do que as coisas explicadas, tenha levado ao desenvolvimento da ciência contemporânea. Desde o início, isto é, desde os pré-socráticos vemos a semente da meta cartesiana de controlar a natureza.

A Necessidade do Estudo do Mito Para a Filosofia

Um longo período de tempo medeia entre o gradual aparecimento do homem na Terra e o gradual aparecimento do homem utilizador da razão abstrata. Podemos dar por fixa a data de há 70 000 anos para o definitivo estabelecimento do Homo-Sapiens nas planícies europeias. Também podemos dar por fixa a data de há 3000 a 2800 anos para o estabelecimento definitivo, na civilização grega clássica, do uso preferencial do discurso racional como instrumento de conhecimento do homem sobre a realidade.
Entre estas duas datas, o homem aprendeu a modelar a pedra, o barro, a madeira, o ferro, levantou diversíssimas casas em função dos materiais que tinha à mão, estabeleceu regras de casamento e de linhagem familiar, distinguiu as plantas e os animais bons dos nefastos, descobriu o fogo, a agricultura, a arte da pesca, da caça coletiva, etc.
No plano estritamente filosófico, interessa-nos, sobretudo, a descoberta (ou invenção) de um instrumento que lhe iria permitir acelerar o desenvolvimento do processo de conhecimento da realidade por via da conservação das descobertas transmitidas de geração em geração: a palavra, a linguagem.
É pela palavra que se vai condensar a experiência que as mãos e os olhos vão adquirindo ao longo de gerações. A palavra surge, assim, como dotada de uma força espiritual (sai de dentro do homem como a respiração, não se toca, não se vê) que se conserva para além do ciclo da vida e da morte, capaz de por si própria reevocar acontecimentos passados, que se estabelecem como modelos de ação para o presente, e igualmente capaz de prefigurar o futuro, forçando-o a ser conforme aos desejos humanos.
É assim em torno do uso majestático da palavra que o homem primitivo (de épocas remotas ou atuais) vai desenvolver e sintetizar toda a sua capacidade de apreensão de conhecimentos da realidade que o cerca. Ora, o que atualmente chamamos Mito Clássico (também existe o mito moderno) é o repositório de narrativas, longas ou breves, que as sociedades antigas (anteriores à Grécia clássica) ou as sociedades primitivas atuais nos deixaram, nelas condensando a sua secular experiência de vida, o modo como encaravam a vida e a morte, os ciclos de renascimento da natureza, o modo como analisavam e escolhia a flora e a fauna da sua região, como viam e interpretavam os astros no céu, o processo cíclico do dia e da noite, os actos de nascimento, de reprodução e de casamento, bem como tudo o que dizia respeito à sua vida quotidiana e às regras por que se relacionavam entre si.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O CONHECIMENTO





Já dizia Aristóteles: “O homem, por natureza, deseja conhecer” 
A frase de Aristóteles, encontrada no seu livro “Metafísica” diz respeito à atitude natural do homem de tender a conhecer as coisas que o circundam. Esse desejo de conhecer vai do simples conhecimento de coisas banais, como saber quem é alguém que passa do outro lado da rua, à coisas mais complexas como a origem do universo, as propriedades do ser ou fundamentos a priori.
É pelo ato de conhecer que se dá o conhecimento. Conhecer pressupõe familiarizar-se com um objeto de estudo. Nessa familiaridade o sujeito irá penetrar nas minúcias do objeto e assim julgar do mesmo, ou seja, dizer o que é e o que não é a respeito daquilo que ele está estudando. Por exemplo, se o indivíduo pega uma ACEROLA e quer conhecê-la ele irá analisar a ACEROLA como objeto de estudo. Deste modo ele formará juízos a respeito da acerola, como por exemplo, que ela é de determinada cor, que possui tais características por fora e por dentro, enfim, o Maximo de propriedades que ele possa abstrair do objeto.
O seu julgamento a respeito do objeto pode seguir diversas tendências segundo o que o sujeito acredita, Isto é, o que o individuo diz a respeito do objeto de estudo se encaixará em um dos tipos de conhecimento possíveis. Os tipos de conhecimento mais importantes na história são o mítico, o senso comum, o científico e o filosófico.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

VOCÊ SABIA

    Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 a.C., e tornou-se um dos principais pensadores da Grécia Antiga. Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por filosofia ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de outro importante filósofo grego: Anaxágoras. Seus primeiros estudos e pensamentos discorrem sobre a essência da natureza  da alma humana.


    Sócrates era considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos, demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos gregos. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Através da palavra, o filósofo tentava levar o conhecimento sobre as coisas do mundo e do ser humano.

    Conhecemos seus pensamentos e ideias através das obras de dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes. Infelizmente, Sócrates não deixou por escrito seus pensamentos.
Sócrates não foi muito bem aceito por parte da aristocracia  grega, pois defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade grega. Criticou muitos aspectos da cultura grega, afirmando que muitas tradições, crenças religiosas e costumes não ajudavam no desenvolvimento intelectual dos cidadãos gregos.


   Em função de suas ideias inovadoras para a sociedade, começa a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega. Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.


Frases e pensamentos atribuídos ao filósofo Sócrates:


- A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.

- A palavra é o fio de ouro do pensamento.

- Só sei que nada sei.

- Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

- É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.

- Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem.

- A ociosidade é que envelhece, não o trabalho.

filósofos da antiguidade
Sócrates: um dos mais importantes
filósofos da antiguidade
- O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O QUE A VIDA TEM QUE TER PRA SER BOA?

Caros alunos, essa resposta eu não tenho! mas posso lhe dizer, que busque sempre momentos, instantes que valha por si só. Sabe aquele instante que você quer que não acabe mais?  aquele beijo que você iniciou e não quer mais parar. Se ele te fez bem, repita-o.

Questão:

Filosofia no ENEM,  qual a alternativa correta? Para Nietzsche, não há valores universais. Todos os valores são criações humanas e corr...